Períodos na presença em IA
Documentação do Knewin AI · atualizada em
A sondagem pergunta às IAs agora. Mas você pode pedir que a pergunta trate de um período: "o que as IAs dizem sobre maio?", "compare hoje com ontem", "os últimos seis meses, mês a mês".
O que isso entrega — e o que não entrega — cabe numa frase: é o que as IAs dizem hoje sobre aquele período, nunca o que elas diziam nele.
Todo número sai com duas datas
Cada resultado carrega quando foi medido e sobre quando ele fala: "perguntado em 31/08, sobre maio de 2026".
As duas juntas, sempre. O número sozinho, sob o período, afirmaria que a medição foi feita lá atrás — e não foi. Nenhuma sondagem alcança o passado: os modelos respondem com o que sabem e encontram hoje.
Como o recorte chega ao modelo
O período entra no texto da pergunta: "Considerando o período de 01/08/2026 a 07/08/2026: quais são as principais plataformas de monitoramento no Brasil?".
Não existe um botão de data na API dos modelos, nem filtro que os faça "voltar no tempo" — o que existe é a pergunta, e é por ela que a busca na web deles é montada. Foi medido: com o recorte fora do enunciado, nenhuma resposta ficava ancorada no período.
Vários períodos, a mesma régua
Cada período vira uma rodada própria: as mesmas perguntas, os mesmos modelos, o mesmo número de repetições. Cada um tem a sua base e as suas contagens, e a comparação entre eles é feita pelo sistema — nunca pedindo a um modelo que compare.
Por isso não existe uma taxa "geral" quando há períodos: somar as respostas de maio com as de agosto mediria a mistura dos dois, não a marca.
As IAs lembram melhor do recente
As perguntas vão com busca na web, e a web guarda muito mais sobre o mês passado do que sobre seis meses atrás. Resultado: o nível tende a subir rumo ao período mais novo — para quase qualquer marca, por como o instrumento funciona, e não porque ela cresceu.
A leitura que se sustenta é a comparação dentro de cada período: quantas respostas citaram você e quantas citaram cada concorrente, ali. Esse viés atinge todos igualmente, então a posição relativa sobrevive à comparação que o nível não sustenta.
Nem toda pergunta aceita tempo
"Quais são as principais plataformas de monitoramento do Brasil?" é uma lista, não um evento: ela não tem versão "da primeira semana de agosto". Medindo, só cerca de 40% das respostas a perguntas desse tipo ficam ancoradas no período pedido — o resto traz o presente ou não traz fato datável nenhum.
Perguntas de evento ("que notícias saíram sobre X naquela semana?") ancoram bem melhor — mas medem outra coisa: a marca é citada bem menos, porque a pergunta mudou. As taxas das duas não se comparam.
Quando a IA não alcança o período
Duas coisas diferentes podem acontecer, e as duas aparecem:
- A IA diz que não sabe. Vira lacuna declarada — ausência medida, nunca zero, e nunca "a marca não aparece".
- A IA responde com o material de hoje. Acontece porque ela busca na web e encontra o presente. O sistema mede isso e informa quantas respostas trouxeram fatos de fora do período — desconte-as ao ler.
Custo e período cortado
Cada período multiplica o custo (perguntas × modelos × repetições × períodos), e a sondagem já é a medição mais cara do produto.
Quando o orçamento da rodada acaba, o corte derruba os últimos períodos inteiros — e a resposta diz quais. Os que sobraram foram medidos por completo, com a régua inteira. Peça primeiro o período que mais importa: a ordem do seu pedido é a ordem de prioridade.
O que continua não existindo
Sondar dois períodos não é uma série de evolução. Para afirmar que a sua presença mudou, seria preciso medir hoje e medir de novo depois, com a mesma régua — o tempo passando entre as duas medições, não dentro da pergunta.